

Soja
A soja iniciou 2023 sob pressão, e encerrou o primeiro pregão do ano com perdas relevantes na bolsa de Chicago. O dia foi pouco favorável às commodities, com a valorização do dólar ante algumas moedas (como o Real) e a possibilidade de clima mais amigável ao redor do mundo no curto prazo derrubando petróleo (-4%) e trigo (-2%). Como havíamos comentado ontem, ocorreram chuvas de variada intensidade na Argentina na virada do ano, inclusive na província de Buenos Aires, maior produtora de grãos do país vizinho, e o mesmo ocorreu no extremo Sul do Brasil e no Uruguai, trazendo algum alívio temporário às lavouras de soja que já demonstravam sinais de cansaço. A valorização do dólar ante ao real também serve como fator baixista, pois, em teoria, pode fomentar vendas mais volumosas por aqui e retirar demanda pelos grãos norte americanos. Por isso o grão caiu 31,75 centavos no março.

Milho
O milho foi influenciado pelas perdas dos seus vizinhos e do petróleo e encerrou o pregão desta
terça-feira com preços mais fracos na bolsa de Chicago. As chuvas na Argentina e no Rio Grande do Sul
na última semana ajudaram a aliviar um pouco o estresse hídrico, mas não resolvem totalmente o
problema da estiagem que já prejudica o potencial produtivo das lavouras, por isso as quedas do cereal
foram as mais brandas dentre os grãos aqui citados. Ao fim da jornada, o contrato de março do milho
recuava 8,00 centavos.

Trigo
O trigo foi o líder das perdas vistas nos grãos e encerrou o pregão desta terça-feira com quedas relevantes nas bolsas dos EUA. Ao que parece o frio intenso que atingiu os EUA recentemente não foi
forte o suficiente para causar grandes estragos às lavouras de inverno do país, e agora as previsões
mostram temperaturas em elevação para as próximas duas semanas, aliviando o risco de novas ondas
de frio que possam prejudicar a safra de inverno, que corresponde por cerca de 70-80% da produção total norte americana. Por isso o março caiu 16,50 centavos na CBOT e 18,75 em Kansas City.




