



A soja iniciou a semana com alguma firmeza e encerrou o pregão desta segunda-feira com ganhos
moderados na CBOT. Pela manhã o USDA anunciou a venda de 110 mil toneladas do grão para destinos não revelados, o que acabou colaborando para as altas. O clima um pouco esquisito na América do Sul
também contribuiu, pois chuvas excessivas no PR, SP e em parte do MS estão atrapalhando o plantio,
ao passo que no MT e na região conhecida como MATOPIBA a previsão para os próximos 15 dias mostra poucas precipitações. Na Argentina o frio tardio continua ocorrendo, e as chuvas para o período comentado também devem ser limitadas. Porém, o principal fator que motivou as altas da soja hoje, ao meu ver, foi a firmeza do mercado de energia, com o petróleo subindo cerca de 4% e dando suporte ao óleo de soja, que subiu mais de 2%, levando consigo o grão. No fechamento a oleaginosa subia 9,25 centavos no novembro.



Como é bastante comum, o milho situou-se entre os ganhos da soja e as perdas do trigo e encerrou o pregão desta segunda-feira com altas leves na bolsa de Chicago. Os bons ganhos do mercado de energia garantiram um fechamento positivo ao cereal, mas um pouco longe das máximas do dia, uma vez que o avanço da colheita nos EUA e a falta de entusiasmo dos investidores acabam limitando o potencial de ganhos mais expressivos. No fechamento o contrato de dezembro do milho subia 3,25 centavos.



O trigo acabou passando por uma correção depois dos bons ganhos da sexta-feira e encerrou o pregão de hoje com perdas moderadas nas bolsas dos EUA. Uma vez que no fim de semana não houve novos acontecimentos preocupantes no Leste Europeu e os embarques de trigo ucraniano seguem ocorrendo de forma praticamente “normal” (dentro do possível), os investidores resolveram vender um pouco de posições para realização de lucros, ainda mais com o surgimento de algumas chuvas nas previsões para a região central dos EUA. O dezembro caiu 9,50 cents na CBOT e 2,75 na KCBT.




