


Uma combinação de fatores permitiu à soja manter o tom positivo da véspera e encerrar o pregão desta terça-feira com ganhos moderados na bolsa de Chicago. Novamente acredito que a maior parte do suporte da oleaginosa veio do mercado de energia, com o petróleo subindo mais de 3% e dando sustentação ao óleo de soja, que subiu mais de 2%, que, por fim, sustentou o grão, ainda que as quedas do farelo tenham contrabalanceado um pouco as coisas. A questão do clima na América do Sul também acaba dando algum ânimo ao mercado, pois na Argentina o frio tardio e a falta de chuvas em algumas regiões seguem pondo em xeque a safra de verão, ao passo que no Brasil as chuvas excessivas previstas para os próximos 15 dias (círculo amarelo ao lado) podem atrapalhar o andamento do plantio (ou semeadura, como alguns preferem). Diante disso, no fechamento o contrato de novembro do grão subia 9,50 centavos.


O milho também recebeu algum suporte da firmeza do mercado de energia e do clima estranho na América do Sul e encerrou o pregão desta terça-feira com ganhos leves na bolsa de Chicago. O petróleo subiu 3,5%, e isto serve como fator de suporte à soja e ao milho, pois ambos possuem uma ligação muito forte com o mercado energético. O clima estranho na Argentina e as chuvas excessivas no Brasil que podem atrapalhar a semeadura da soja, e posteriormente do milho safrinha, também dão algum suporte, por isso o dezembro subiu 2,25 centavos.


O trigo também teve um “deja vu” do pregão anterior e encerrou a jornada desta terça-feira com quedas mais relevantes em Chicago e preços estáveis em Kansas City. As previsões mostram boas chuvas para a região das Grandes Planícies norte americanas nos próximos 15 dias, o que seria benéfico às lavouras de trigo de inverno que estão sendo plantadas na região (que concentra cerca de 60% da área de inverno), o que exerceu alguma pressão vendedora. Por isso o dezembro caiu 9,00 centavos na CBOT e fechou estável em Kansas City.




