


A soja manteve o tom negativo da véspera e encerrou o pregão desta quarta-feira com quedas moderadas na CBOT. Num primeiro momento o mercado demonstrou falta de direção, pois pela manhã o anúncio de novas vendas dos EUA para embarque ainda na temporada atual serviu para dar algum suporte às cotações. Após a reabertura os investidores voltaram à ponta vendedora, com o mercado financeiro tendo mais um dia de aversão ao risco. O número decepcionante da criação de empregos pelo setor privado dos EUA em março (+145 mil vagas ante +200 mil esperadas) trouxe à tona novamente o temor de uma recessão na maior economia do mundo, contagiando o humor dos investidores e levando as commodities para baixo. Ao lado um mapa interessante com as temperaturas do solo nos EUA, mostrando que apenas na metade Sul do país já existem condições de semeadura. Ao fim do pregão a soja caía 6,50 centavos no maio


O milho teve o desempenho “menos ruim” dentre os três grãos aqui citados e encerrou o pregão desta quarta-feira com preços próximos à estabilidade na bolsa de Chicago. Ainda que o plantio esteja ocorrendo no Sul dos EUA, existe alguma preocupação com as temperaturas ainda negativas na
metade Norte do país, o que acabou impedindo que o cereal seguisse o caminho da soja e do trigo que caíram com mais força. Ao fim da jornada de hoje o contrato de maio do grão caía 1,00 centavo.


O trigo foi o destaque negativo do dia e encerrou o pregão desta quarta-feira com perdas relevantes nas bolsas dos EUA. Apesar das quedas recentes o mercado tem plena ciência de que o cereal norte americano segue pouco competitivo no mercado internacional, e isto, aliado à previsão mais animadora para o clima nos próximos 15 dias nos EUA (tanto para a safra de inverno em desenvolvimento quanto para a semeadura da de primavera), ainda mais com o mercado financeiro mau humorado, selou o destino do cereal. O maio caiu 9,50 centavos na CBOT e 11,00 em Kansas City.



