


Soja
Depois de ter operado em território positivo durante quase toda a jornada, a soja inverteu para o
negativo perto do fechamento e encerrou o pregão desta segunda-feira com perdas leves na bolsa de
Chicago. O fato de o dólar ter se valorizado ante várias moedas já seria um fator para pressionar a
oleaginosa, mas, a questão do clima na América do Sul continua deixando os investidores com uma
pulguinha atrás da orelha, por isso o grão operou em alta durante boa parte do dia, mesmo enquanto seus vizinhos seguiam caminho contrário. Ao fim da jornada, porém, a questão “cambio” finalmente
pesou como deveria, pois, com estoques ainda disponíveis na América do Sul e com a próxima safra
brasileira cada dia mais próxima, os investidores consideraram que era hora de vender um pouco. As
quedas fortes do trigo e do petróleo completaram o cenário negativo, por isso o grão inverteu e caiu
leves 0,75 centavos no janeiro.

Milho
O milho foi influenciado pelas perdas relevantes do seu vizinho trigo, pela valorização global do dólar e pela queda do petróleo e encerrou o pregão desta segunda-feira com perdas moderadas na bolsa de Chicago. A queda de 3% do trigo acabou respingando sobre o cereal vizinho, assim como a alta do dólar e o recuo de quase 4% do “ouro negro”. Ainda que o clima na Argentina continue estranho, a falta de novidades positivas fez o cereal fechar nas mínimas do dia, e ao fim da jornada o contrato de março caía 6,25 centavos.

Trigo
O trigo foi o destaque negativo do dia e encerrou o pregão desta segunda-feira com perdas relevantes nas bolsas dos EUA. O dólar esteve fortalecido ante outras moedas, inclusive ante ao real, o que acabou gerando alguma pressão sobre as cotações dos cereais. Além disso, a Abares elevou sua projeção para a safra de trigo da Austrália de 32,2 para 36,6 milhões de toneladas, safra que ficaria inclusive acima da ótima safra de 36,3 mls de t colhida em 2021, o que também gerou vendas especulativas. Por isso o março caiu 21,75 centavos na CBOT e 29,00 em Kansas City.





