

Há dias esperávamos uma correção técnica na soja, por conta de inúmeros fatores, a qual vinha sendo adiada por conta das incertezas com o clima nos EUA, piora nas condições das lavouras do país na segunda, alta forte do trigo ontem, e etc. Hoje, porém, não houve como segurar, e os investidores
vieram para as vendas especulativas visando ao lucro. O mercado subiu forte desde que o USDA
surpreendeu o mundo no dia 30 trazendo uma área bem abaixo do esperado para a oleaginosa, e somou-se à isso as boas e velhas incertezas climáticas nos EUA, mas de lá para cá andou chovendo em várias regiões do país, aliviando um pouco o estresse hídrico e fomentando vendas especulativas hoje. O fato de o dólar ter se valorizado ante ao real nos últimos dias e da China ter voltado a comprar soja brasileira para embarque out/nov também pressionaram, por isso hoje o grão caiu 20,50 centavos no agosto e 15,50 no novembro.


O milho seguiu caminho distinto dos demais grãos aqui citados e encerrou o pregão desta quinta-feira com bons ganhos na bolsa de Chicago. Se a soja passou por uma correção para baixo, não é de todo errado dizer que o milho passou por uma correção para cima, pois desde o dia 21/6 até ontem o contrato de setembro do cereal acumulava cerca de 22% de queda, e como se comenta que alguns dos danos às lavouras dos EUA são irreversíveis, principalmente no Norte do país, os investidores resolveram recomprar um pouco. O grão subiu 13,75 centavos no setembro.


O trigo passou por uma correção depois de subir forte ontem e encerrou o pregão desta quinta feira com cotações em baixa nas bolsas dos EUA. Entre os dias 22/6 e 03/7 o contrato de setembro da CBOT acumulou queda de quase 15%, e ontem esboçou uma reação com os investidores especulando com a situação sempre tensa na região do Mar Negro. Como não houve nenhum novo acontecimento em torno da usina nuclear ucraniana (graças a Deus), hoje foi dia de liquidar posições, por isso o setembro caiu 16,25 centavos na CBOT e 2,50 em Kansas City.





