



A soja manteve o tom negativo da véspera e voltou a fechar com preços mais baixos na CBOT nesta quinta-feira. Desde o relatório do USDA de setembro, que trouxe um corte maior do que se esperava na safra dos EUA e causou uma alta forte na bolsa, a soja já devolveu cerca de 9% do seu valor. Vários fatores influenciam o humor dos investidores, sendo que o clima esquisito na América do Sul, a demanda titubeante por parte da China, os problemas de navegabilidade no Rio Mississipi e a preocupação do mercado com a recessão global estão sempre no centro das atenções. Projeções mostram que a China deverá receber apenas 5 milhões de t de soja em outubro devido às margens negativas das indústrias e atrasos nos embarques de soja norte americana, o que, se confirmado, seria o menor volume mensal importado desde março/20,no auge da pandemia. No fechamento de hoje o grão caía 11,75 centavos no novembro.



O milho também teve um pregão de poucas emoções e encerrou o dia com perdas moderadas na bolsa de Chicago. As quedas fortes do trigo, que recuou cerca de 2,5%, acabaram contaminando o cereal vizinho, ainda que o clima na América do Sul não esteja tão favorável quanto se gostaria. Além disso, o resultado das vendas semanais de milho dos EUA foi bem fraco, e a Conab estimou safra e exportações recordes para o Brasil nesta próxima temporada, o que colaborou para as quedas. Diante disso, no fechamento o contrato de dezembro do cereal caía 8,50 centavos.



O trigo liderou as perdas vistas nas cotações dos grãos e encerrou o pregão desta quinta-feira
com perdas relevantes nas bolsas dos EUA. Assim como no caso do milho, as vendas semanais norte
americanas do cereal também foram decepcionantes, pois o mercado esperava que à esta altura, com
toda a situação entre Rússia e Ucrânia, os EUA estariam exportando muito mais. Além disso, a previsão
de chuvas para as Grandes Planícies norte americanas também exerceu alguma pressão vendedora,
por isso o dezembro caiu 23,00 centavos na CBOT e 25,25 em Kansas City.




