

Soja
Depois de iniciar o dia em alta, a soja inverteu de lado e encerrou o pregão desta sexta feira com perdas relevantes na bolsa de Chicago. Num primeiro momento o mercado demonstrava preocupação com o clima na América do Sul e com a previsão de frio para o Norte dos EUA, onde ainda existem lavouras verdes que poderiam ter sua produtividade e/ou qualidade prejudicada caso ocorram geadas. Depois da divulgação do Payroll norte americano, que veio bem mais forte do que o previsto, o dólar passou a se valorizar globalmente, fator que é sabidamente baixista para a soja, fazendo o grão inverter para o negativo e passar a operar com peras de dois dígitos. Na reta final, mesmo tendo o dólar perdido a força com os investidores mais acomodados, a oleaginosa se manteve no negativo, sob influencia da queda de
1,5% no farelo e de quase 2% no trigo. Ao fim do pregão o grão caía 14,75 centavos no novembro.

Milho
O milho também reverteu os ganhos iniciais e passou a operar no negativo após a divulgação do Payroll norte americano, que fez o dólar disparar mundo afora, mas mesmo com a divisa dos EUA perdendo força, o cereal se manteve no negativo até o fechamento. A má influência do trigo, que caiu quase 2% no contrato SPOT da CBOT, e as notícias de novos focos de gripe aviária em granjas comerciais na Dakota do Norte selaram o destino do milho hoje, e ao fim do pregão o contrato de dezembro do cereal recuava 5,50 centavos.

Trigo
O trigo liderou as perdas desta sexta-feira e encerrou o pregão de hoje com quedas relevantes nas bolsas dos EUA. Conforme mapa que consta na primeira página, estão sendo previstas chuvas para os próximos 7 dias na região central do país, atingindo parte dos estados de Oklahoma, Kansas e Nebraska, alguns dos principais produtores de trigo de inverno dos EUA justo agora que o plantio está ocorrendo, o que fomentou vendas especulativas por parte dos investidores. Por isso ao fim do pregão o contrato de dezembro do cereal recuava 10,00 centavos na CBOT e 16,75 em Kansas City.




