Tendências de Mercado – 09 de dezembro 2022

A soja teve um pregão de poucas emoções nesta sexta-feira, e depois de oscilar apenas cerca de 15 pontos entre mínimas e máximas o grão encerrou o dia com perdas leves na CBOT. Nem mesmo o fato de ser dia de relatório do USDA serviu para fazer os investidores ficarem mais animados, pois a grande maioria esperava que as alterações seriam praticamente irrelevantes, como costumam ser no último relatório do ano. E foi o que de fato aconteceu. As previsões de curto prazo seguem mostrando poucas chuvas para a Argentina, dando suporte temporário aos preços. Porém, ao que parece o mercado ainda não está preparado para ir acima dos Us$ 15,00 por bushel, pelo menos não enquanto não houver alguma confirmação de perdas na safra da Argentina, ainda mais depois que o USDA manteve sua projeção para a safra do país vizinho em 49,5 milhões de toneladas. Ao fim do dia o grão recuava 2,50 centavos no janeiro.

O milho também teve um dia de poucas emoções, mesmo com relatório do USDA, e encerrou o
pregão desta sexta-feira com ganhos leves na bolsa de Chicago. O cereal oscilou menos de 10 pontos
entre mínimas e máximas, deixando bem claro que ninguém queria nada com nada hoje, ainda mais
depois que o USDA reduziu sua projeção para as exportações norte americanas e promoveu aumento
proporcional nos estoques de passagem do país. Ao fim do dia o contrato de março do cereal recuava
leves 1,50 centavos.

O trigo teve comportamento um pouco diferente dos demais grãos aqui citados e apresentou alguma volatilidade, oscilando mais de 20 pontos entre mínimas e máximas. Ao fim do dia prevalecia a maior intenção vendedora dos investidores, e confesso que não encontrei nenhuma razão mais específica para tal comportamento, exceto pela já citada previsão de boas chuvas para a região central dos EUA, onde está concentrada grande parte da safra de trigo de inverno do país. Ao fim do dia o março caía 12,00 centavos na CBOT e 11,75 em Kansas City.

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