


Soja
Depois de 10 gloriosos dias de férias, colhendo uva e tomando (e fazendo) vinho, estamos de volta!!
A soja apresentou alguma volatilidade nesta quinta-feira, mas o número um pouco desanimador das vendas semanais norte americanas fez com que a oleaginosa ficasse em território negativo durante
boa parte do dia, inclusive até o fechamento. As preocupações com o clima persistem, mas parece que o mercado já precificou uma quebra expressiva na Argentina, tanto que ontem o USDA cortou sua projeção de safra para 41 milhões de toneladas e hoje a Bolsa de Buenos Aires veio com 38 mls, e nem assim o mercado reagiu. A Bolsa de Rosário, que na minha humilde opinião na maioria das vezes exagera (beirando o terrorismo), baixou sua previsão de safra para 34,5 mls de t, mas nem isso surtiu efeito positivo sobre os preços. Ao fim da jornada, o contrato de março do grão caía 0,50 centavos.

Milho
O milho acabou sendo pressionado por fatores próprios e externos e encerrou o pregão desta quinta-feira com perdas moderadas na bolsa de Chicago. Em seu relatório mensal de oferta e demanda, divulgado ontem, o USDA mostrou que pela primeira vez na história o Brasil pode ultrapassar os EUA
na exportação do cereal na temporada 2022-23, o que, aliado à queda do petróleo e aos recuos nos
preços dos fertilizantes, fez com que os investidores vendessem posições em milho. Por isso ao fim do
pregão de hoje o contrato de março do cereal recuava 7,75 centavos.

Trigo
O trigo devolveu parte dos bons ganhos da véspera e encerrou o pregão desta quinta-feira com perdas de moderadas a fortes nas bolsas dos EUA. Um dos principais fatores de pressão sobre as cotações do cereal hoje foi o desempenho fraco das vendas semanais norte americanas, pois o mercado esperava algo entre 150 e 350 mil toneladas na semana encerrada dia 02, enquanto o resultado foi de 131 mil t, sinalizando mais uma vez que o trigo norte americano é pouco competitivo no mercado internacional. Ao fim da jornada o março caía 7,50 centavos na CBOT e 17,00 na KCBT.




