Tendências de Mercado – 09 de janeiro 2023

Depois de iniciar o dia em alta, a soja acabou invertendo e encerrou o pregão desta segunda-feira com quedas moderadas na bolsa de Chicago. Ao meu ver, basicamente três motivos foram responsáveis pela inversão da oleaginosa, que seriam: 1) Firmeza do dólar ante ao real; 2) Resistência dos Us$ 15,00/bushel sendo atingida, e; 3) Novas previsão climática divulgada na parte da tarde. É sabido que toda vez que o dólar se fortalece ante outras moedas, principalmente ante ao real, a CBOT perde força, pois em teoria os EUA perdem espaço no mercado exportador. Além disso, dias atrás ainda comentei que aparentemente o mercado não está pronto para ir além dos Us$ 15,00 sem uma confirmação de quebra de safra na Argentina. E, por último, o modelo GFS (ao lado) voltou a mostrar melhores acúmulos de chuvas para a Argentina nos próximos 16 dias. Diante de tudo isso, ao fim do pregão o contrato de março caía 4,00 pontos.

O milho teve um pregão de poucas emoções, e depois de alternar algumas vezes entre os territórios positivo e negativo o cereal encerrou o dia com preços pouco alterados na bolsa de Chicago. Apesar de estarmos na segunda semana do ano, o mercado ainda parece que não engrenou, tanto lá fora quanto aqui. Ao fim do pregão de hoje o contrato de março do cereal caía leves 1,25 centavos.

Os comentários do trigo e do milho poderiam muito bem ser os mesmos, pois assim como no mercado vizinho, nada de muito relevante ocorreu hoje. Os investidores acompanham a situação climática nos EUA, pois depois do frio intenso da semana passada agora deve ocorrer um rápido aquecimento na região central do país, o que pode colocar em risco a safra norte americana de inverno. Depois de oscilar razoavelmente, ao fim do dia o contrato de março do grão caía 2,00 centavos na CBOT e 3,50 em Kansas City.

plugins premium WordPress