


A soja foi suportada principalmente por fatores externos e encerrou o pregão desta sexta feira com ganhos firmes na CBOT, sobretudo nos vencimentos mais próximos. Geralmente o relatório do USDA de junho não é um dos mais esperados do ano, pois ocorrem apenas ajustes na safra Sul Americana e nos estoques dos EUA. Os números de safra dos EUA só começam a sofrer alterações a partir de julho, e mesmo o relatório tendo sido levemente baixista a oleaginosa subiu forte hoje. O óleo de soja disparou cerca de 4%, o que acabou respingando sobre o grão, e uma nova venda de soja norte americana ainda para entrega na atual temporada também foi vista como favorável aos contratos curtos, pois pode deixar os estoques dos EUA mais apertados. O clima sempre influencia, e o fato de o coração do Corn Belt estar em extrema seca (ao lado) colaborou para as compras. O grão subiu 23,25 centavos no julho e 15,25 no novembro.



O milho destoou dos demais grãos aqui citados e encerrou o pregão desta sexta-feira com perdas moderadas na bolsa de Chicago, principalmente nos contratos mais curtos. A colheita da safrinha brasileira começa a acontecer no Centro Oeste do país, e isto significa que a demanda global
deve se concentrar por aqui pelos próximos meses, deixando os EUA em segundo plano. Além disso, o UDSA trouxe estoques mais altos para os EUA e o mundo, o que também fomentou um pouco de vendas especulativas. Ao fim do pregão o grão caía 6,00 centavos no julho e 2,50 no dezembro.



O trigo apresentou comportamento misto e encerrou o pregão desta sexta-feira com cotações mais firmes na CBOT e mais fracas em Kansas City. O USDA promoveu um leve ajuste para cima em sua estimativa para a safra dos EUA deste ano, enquanto a safra global saltou de 790 para 800 milhões
de toneladas, causando aumento nos estoques mundiais, o que exerceu alguma pressão sobre o cereal negociado em Kansas. Depois de trabalhar sem grandes oscilações, ao fim do pregão o contrato de julho subia 4,00 centavos na CBOT e caía 7,00 pontos em Kansas City.




