

Soja

Ao final da tarde de ontem, quando o USDA trouxe um bom número de plantio nos EUA e indicou também que a germinação da soja está bem acima da média para esta época do ano (apesar dos relatos de temperaturas baixas no país), o destino da soja para o pregão de hoje parecia selado. Tanto que no resuminho que envio para alguns clientes ainda
palpitei que acreditava num pregão “vermelho” hoje por conta disso. Desde o noturno o mercado já se
tornou vendedor refletindo os números do USDA, ainda mais com o financeiro operando misto ao redor
do mundo enquanto os investidores aguardam os dados da inflação dos EUA que será divulgado
amanhã pela manhã. As previsões para os próximos 7 dias (ao lado) seguem mostrando bons acúmulos
de chuvas para a região central e leste dos EUA, justamente onde mais se precisa, o que ajudou a
ocasionar vendas especulativas hoje. Ao fim do pregão o julho caía 19,50 centavos.

Milho

Na verdade poderia muito bem copiar o comentário da soja e colar aqui que a queda de 2% do milho estaria completa e perfeitamente explicada. Os fatores das vendas especulativas no cereal foram basicamente as mesmas que pressionaram a soja, ou seja, bom andamento do plantio e da germinação nos EUA (como mostrou ontem o USDA), previsão de boas chuvas para a boa parte da região produtora
do país e início da preparação para o relatório de oferta e demanda da próxima sexta. Por isso ao fim
do pregão o milho caía 11,75 centavos no julho.

Trigo

O trigo manteve o tom dos últimos dias e voltou a fechar com cotações mistas nas bolsas dos EUA nesta terça-feira. Como venho comentando, as chuvas para a safra de inverno agora mais atrapalham do que ajudam, pois podem colocar em xeque a qualidade do grão. No mapa colocado na primeira página é possível perceber que o estado do Texas, segundo maior produtor de inverno dos EUA, deve receber entre 100 e 200mm de chuvas nos próximos 7 dias, o que fez a bolsa de Kansas City seguir firme hoje. O julho caiu 10,50 pontos na CBOT e subiu 12,00 na KCBT.



