


A soja apresentou volatilidade nesta terça feira, e depois de oscilar cerca de 20 centavos entre mínimas e máximas a oleaginosa encerrou o dia com ganhos moderados na bolsa de Chicago. Na parte da manhã os investidores se posicionaram mais na ponta compradora, em grande parte pela queda relevante do dólar ante ao real e em antecipação ao provável corte que o USDA promoveria em sua estimativa para a safra da Argentina no relatório das 13h. Quando este foi divulgado, porém, o mercado acabou perdendo um pouco de força, pois o USDA foi conservador e trouxe a safra argentina para 27,0 mls de t, ante 25,0 mls projetadas pelas bolsas de Buenos Aires e Rosário há semanas, e elevou a safra brasileira de 153 para 154 mls de t, o que chegou a fazer a soja operar no negativo por alguns momentos. Mais para o fechamento o mercado foi digerindo os números e voltou a ganhar força, por isso o grão subiu 10,00 centavos no maio.


O milho foi influenciado negativamente pelo relatório do USDA e encerrou o pregão desta terça feira com perdas leves na bolsa de Chicago. O reporte trouxe manutenção nos estoques de passagem dos EUA, sendo que era esperada uma leve redução, ao mesmo tempo em que as previsões climáticas
mostram boas chuvas e temperaturas em ascensão na metade Norte dos EUA nos próximos 10 dias, o
que ocasionou um pouco de vendas especulativas. Diante disso, ao fim do pregão o contrato de maio
do cereal caía 3,00 centavos.


O trigo liderou as perdas vistas nesta terça-feira nas cotações dos grãos e encerrou o dia com perdas moderadas nas bolsas dos EUA. O USDA trouxe aumento nos estoques de passagem norte americanos e mundiais, o que, somado à previsão de melhores chances de chuvas e temperaturas em elevação nos EUA, ocasionou algumas vendas especulativas. Diante disso, ao fim do pregão de hoje o contrato de maio caía 4,50 centavos na CBOT e 7,75 pontos em Kansas City.






