




A soja manteve o tom positivo da véspera e voltou a fechar com cotações mais firmes nesta terça-feira na CBOT. Ao final da tarde de ontem USDA apontou leve melhora de 1% nas condições das lavouras dos EUA, abaixo dos 2-3% esperados, e com isso o destino da oleaginosa no pregão de hoje já parecia selado. Além disso, a situação no Norte e em parte do Oeste do Corn Belt está cada dia mais crítica, pois a umidade do solo está muito abaixo do ideal e as previsões mostram poucas chuvas para a região nos próximos 15 dias, ao passo que para a próxima semana as temperaturas devem ficar acima da média, ou seja, combinação trágica. Por fim, amanhã teremos o relatório do USDA e o mercado acredita que pode haver mudança em produtividade, algo pouco comum para o relatório de julho, mas pela situação da seca podemos ter surpresas, por isso, na dúvida, melhor ficar comprado. Ao fim do pregão o grão subia 16,00 centavos no agosto


O milho é sabidamente mais sensível à falta de umidade do que a soja, e partindo desta lógica, em teoria o cereal deveria estar subindo bem mais do que a oleaginosa diante do clima bem longe do ideal nos EUA. A questão é que, conforme o USDA mostrou no final de junho, a área de milho foi gigante este ano nos EUA, o que pode acabar compensando um pouco a perda de produtividade e evitar um caos no abastecimento do cereal, por isso não temos visto ganhos tão expressivos no milho ultimamente. Hoje o grão subiu leves 2,25 centavos no setembro.


O trigo acabou liderando as altas vistas nos preços dos grãos nesta terça-feira e encerrou o dia com bons ganhos nas bolsas dos EUA. Por incrível que pareça as altas do cereal hoje foram atribuídas ao (pasmem) EXCESSO DE CHUVAS nas áreas produtoras de trigo de inverno do país, pois além de atrasar a colheita ainda podem ocasionar perda de qualidade onde o grão já está maduro e não se consegue colher. As incertezas sobre a questão do corredor de exportação também deram suporte, por isso o setembro subiu 14,25 centavos na CBOT e 5,75 pontos em Kansas City.




