


A soja apresentou grande volatilidade, como já tem sido comum ultimamente, e depois de oscilar bastante a oleaginosa encerrou o dia com preços pouco alterados na CBOT. O dia foi negativo para o
mercado financeiro e principalmente para o trigo, que devolveu boa parte dos fortes ganhos da véspera, e isto acabou “contaminando” os demais grãos. No caso da soja, o clima na América do Sul continua trazendo alguma apreensão, por isso a oleaginosa conseguiu manter-se em território positivo apesar da má influência vinda de fora. As previsões continuam mostrando poucas chuvas para a Argentina e para a metade Leste do Centro Oeste do Brasil, além de umidade excessiva no PR, onde já se fala em necessidade de replantio por conta das volumosas chuvas das ultimas semanas. Diante disso, e do resultado relativamente animador das inspeções de exportação dos EUA, a soja subiu leves 2,25 centavos no contrato de novembro.




O trigo devolveu boa parte dos bons ganhos da véspera e encerrou o pregão desta terça-feira com quedas relevantes nas bolsas dos EUA. Depois de anos trabalhando com sistema de cotas de exportação de trigo, a Rússia declarou que não vê motivos para manter as vendas externas limitadas depois do ótimo resultado da safra deste ano, o que, aliado à sensação de recessão global, acabou desencadeando um movimento de vendas especulativas nas bolsas norte americanas. Diante disso, no fechamento o contrato de dezembro caía 37,00 centavos na CBOT e 33,50 em Kansas City.





