



A soja operou com ganhos leves durante praticamente toda a jornada desta segunda-feira, com o mercado dividido entre as quedas do trigo e a expectativas antes do relatório do USDA de amanhã. O reporte de setembro é um dos que costumam mexer um pouco mais com os ânimos dos investidores, ainda mais nos anos em que a safra dos EUA é “do cedo” como neste, pois à esta altura do campeonato a safra já está praticamente definida e de agora em diante os ajustes na produtividade tendem a ser bem pontuais. Ou seja, os números que o USDA trará amanhã, pelo menos em teoria, devem ser muito parecidos com a estimativa final para a safra dos EUA, por isso existe bastante expectativa. Alguns modelos de longo prazo mostram a possibilidade de chuvas abaixo da média para a metade Norte do Brasil no período de nov/dez, o que favoreceu um pouco de compras especulativas. O novembro subiu 6,00 centavos.



O milho esteve dividido entre os ganhos moderados da soja e as perdas mais relevantes do trigo e encerrou o pregão desta segunda-feira com cotações pouco alteradas na bolsa de Chicago. Assim como comentado na soja, existe bastante expectativa de grande parte do mercado para o relatório do USDA de amanhã, por isso os investidores resolveram manter-se na defensiva hoje enquanto aguardam o reporte. Diante disso, ao fim do pregão o contrato de dezembro do grão subia leves 2,00 centavos



O trigo foi o destaque negativo do dia e encerrou o pregão desta segunda-feira com cotações mais fracas nas bolsas dos EUA. Ao contrário da soja e do milho, não existe para o cereal nenhuma grande expectativa para o relatório de amanhã, por isso o mercado refletiu mais a possibilidade (aonda que remota) do retorno da Rússia ao acordo de exportação do Mar Negro, caso o presidente turco consiga mediar a retirada de algumas sanções impostas pelo Ocidente e a reinclusão de alguns bancos russos ao sistema SWIFT. Por isso o dezembro caiu 11,25 centavos na CBOT e 8,25 em Kansas City


