
Soja

A soja apresentou alguma volatilidade nesta segunda-feira, mas no geral não se pode dizer que a oleaginosa oscilou muito, pois o spread entre a mínima e a máxima não chegou a 20 pontos. Por um
lado persiste a tensão com o clima na América do Sul, pois ainda que tenha chovido no fim de semana
na Argentina, abrangendo parte das províncias de Santa Fé, Córdoba e Buenos Aires, as temperaturas
beirando os 40 graus por lá impedem algum tipo de recuperação do potencial produtivo, ou seja, o dano
já está feito e a safra muito provavelmente será de 40 milhões de toneladas para baixo. Mas, por outro,
a previsão para o curto prazo mostra novas precipitações para os próximos 4 dias, que deve estancar as perdas, e isto, aliado à demanda titubeante da China e ao avanço da colheita da safra recorde no Brasil, acaba retirando a vontade de comprar posições dos investidores. Ao fim do dia o março subia leves 0,25 centavos.

Milho

O milho acabou recebendo suporte da situação mais tensa na região do Mar Negro e encerrou o pregão desta segunda-feira com ganhos moderados na bolsa de Chicago. Assim como seu vizinho trigo, a intensificação dos combates no Leste da Ucrânia depois da nova ofensiva russa volta a gerar o temor
de algum tipo de interrupção no fluxo destes grãos que partem pelo Mar Negro, o que gerou compras
especulativas. O resultado um pouquinho mais animador das inspeções semanais de exportação dos
EUA também ajudou, por isso o milho subiu 4,50 centavos no março.

Trigo

O trigo foi o destaque positivo do dia e liderou as altas vistas nos preços dos grãos, encerrando a jornada desta segunda-feira com ganhos moderados nas bolsas dos EUA. A nova ofensiva russa no Leste da Ucrânia volta a gerar temor de algum tipo de interrupção no fluxo de grãos pelo corredor de exportação do Mar Negro, o que poderia, inclusive, colocar em risco a renovação do acordo para o corredor que expira no mês que vem. Ao final do pregão o contrato de março do cereal subia 6,00 centavos na CBOT e 3,25 pontos em Kansas City.




