Tendências de Mercado – 13 de janeiro 2023

Dias atrás coloquei meu pescoço em risco ao comentar sobre a confiabilidade das previsões climáticas, e hoje voltamos a tocar no assunto. O mapa ao lado mostra a previsão para os próximos 7 dias, a qual é, portanto, bastante confiável, e que mostra acúmulos entre 10 e 50mm de chuva em boa parte das principais áreas produtoras da Argentina (área circulada), mas em contrapartida, mostra também quase nada acumulado para o Uruguai e pouca chuva para a metade Sul do Rio Grande do Sul. Por conta disso, e ainda refletindo o corte promovido na safra da Argentina ontem pelo USDA, o mercado conseguiu se sustentar em território positivo hoje. Dias atrás comentei também que os investidores relutavam em ultrapassar a resistência dos Us$ 15,00 por bushel sem uma confirmação de quebra na América do Sul, e ao que parece o USDA deu ontem a confirmação que o mercado precisava. Hoje o grão subiu 9,25 centavos no março.
O milho também manteve o tom positivo da véspera e voltou a fechar com cotações mais firmes
na bolsa de Chicago nesta sexta-feira. Mais uma vez a alta do petróleo e ainda o reflexo do relatório
divulgado ontem pelo USDA serviram para manter o interesse comprador dos investidores, ainda mais
com as previsões mostrando chuvas volumosas para o Centro Oeste do Brasil, o que pode atrasar a
colheita da soja e consequentemente a semeadura do milho safrinha. Diante disso, ao fim do pregão o
contrato de março do cereal subia 4,00 centavos.

O trigo voltou a apresentar ganhos de leves a moderados nesta sexta-feira nas bolsas dos EUA, com Kansas City apresentando altas mais expressivas do que Chicago. Sem muita coisa diferente para ser comentada por aqui, ao fim do pregão o contrato de março subia 1,00 centavo na CBOT e 8,75 pontos em Kansas City.

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