


A soja foi influenciada pelo mau humor do mercado financeiro e encerrou o pregão desta segunda-feira com perdas relevantes na CBOT. A recente quebra do Silicon Valley Bank, maior problema deste tipo desde a crise do sub-prime em 2008, gera o temor de um possível “efeito cascata” sobre outras instituições financeiras dos EUA, levando ao chamado sell-off, que nada mais é do que uma fuga de ativos de maior risco. Como a soja estava sobre comprada, devido a quebra de safra na Argentina e à conseqüente expectativa de cotações mais firmes, a oleaginosa tem sido um dos principais alvos das vendas especulativas, por isso vem recuando nos últimos dias. Além disso, esta fuga de ativos de maior risco ocasiona queda no petróleo e alta do dólar, fatores que também estão diretamente ligados ao comportamento dos preços da soja e derivados. Diante disso, ao fim do pregão de hoje a oleaginosa caía 15,75 centavos no maio.


O milho já vinha sendo vítima de vendas especulativas antecipadas desde que o trigo e o petróleo iniciaram este processo semanas atrás, por isso a posição “long” dos investidores em milho era bem menor do que na soja na semana passada, quando tiveram início as liquidações de posições em decorrência dos indícios de uma possível nova fase complicada a ser enfrentada pelo setor bancário norte americano. Por isso é natural que agora as vendas nos cereais sejam menos expressivas do que na soja, e sendo assim, ao fim do pregão de hoje o milho recuava leves 3,75 centavos no maio.


O trigo destoou dos demais grãos aqui citados e encerrou o pregão desta segunda-feira com ganhos leves nas bolsas dos EUA. Como comentamos no milho, o cereal já vem apanhando faz um bom tempo, desde que o mundo percebeu (meses atrás) que a oferta global não seria prejudicada pela guerra entre Russa e Ucrânia e que o abastecimento mundial desta temporada seria confortável, por isso agora enquanto os demais “sangram” o trigo parece ter encontrado um ponto de equilíbrio temporário. Ao fim do pregão de hoje o maio subia 5,25 centavos na CBOT e 2,25 em Kansas City.




