

Soja
A soja iniciou o pregão desta terça-feira em baixa e depois inverteu para o território positivo, onde se manteve até o fechamento. Num primeiro momento, os temores sobre as conseqüências da
quebra do Silicon Valley Bank na semana passada, com a possibilidade de ocorrer um “feito cascata” em
outras instituições financeiras, mantiveram os investidores na ponta vendedora. Além disso, como
mostra o mapa ao lado, entre ontem e hoje ocorreram chuvas de variada intensidade na Argentina, abrangando parte de Buenos Aires e quase toda a província de Córdoba, o que serviu para aliviar um pouco o estresse hídrico terrível que atinge o país vizinho. No decorrer do dia, porém, o mercado começou a especular que o FED possa rever sua política monetária para evitar uma deterioração ainda maior do setor bancário dos EUA, amenizando o temor de recessão e abrindo espaço para inversão.
Por isso o grão subiu leves 2,50 centavos no maio.

Milho
O milho apresentou alguma volatilidade e oscilou mais de 10 pontos entre mínimas e máximas, mudando de lado algumas vezes no decorrer do dia. Ao fim da jornada prevalecia a boa influência vinda dos mercados vizinhos, sobretudo do trigo, que subiu cerca de 2% hoje. O anúncio da venda de 612 mil toneladas de milho norte americano para a China, feito hoje pela manhã pelo USDA, também colaborou para os ganhos do cereal, e diante disso, ao fim do pregão o contrato de maio subia 7,25 centavos.

Trigo
O trigo liderou as altas vistas nos preços dos grãos nesta terça-feira e encerrou o dia com ganhos moderados nas bolsas dos EUA. As conversas para a extensão do corredor de exportação do Mar Negro estão fluindo, mas há um impasse em relação ao período de duração deste novo tratado, pois a Rússia quer renovar por 60 dias enquanto a Ucrânia insiste em 120 dias. Além disso, depois das pesadas liquidações de posições dos últimos meses o mercado está sobre-vendido, e eventualmente ocorrem recomposições. Por isso hoje o maio subiu 11,75 centavos na CBOT e 17,25 em Kansas City.




