



A soja voltou a demonstrar volatilidade nesta sexta-feira, e depois de oscilar cerca de 30 centavos entre mínimas e máximas a oleaginosa encerrou o dia bem próxima à mínima na bolsa de Chicago, com perdas de dois dígitos. Pela manhã o USDA anunciou a venda de 820 mil toneladas do grão para vários destinos (3, na verdade), o que serviu para dar algum ânimo aos investidores que atuaram mais na ponta compradora. Na parte da tarde, porém, o humor do mercado financeiro foi piorando, e com isso o dólar passou a valorizar-se ante várias moedas diante do sentimento cada vez maior de recessão econômica global, levando o petróleo a cair cerca de 4% e influenciando diretamente a soja e o milho, que possuem grande relação com o mercado de energia. A queda relevante do trigo, que caiu 3,5%, completou o dia negativo, por isso no fechamento a soja recuava 12,00 centavos no novembro.


O milho também foi influenciado basicamente pelos mesmos fatores que derrubaram a soja e encerrou o pregão desta sexta-feira com perdas moderadas na bolsa de Chicago. No caso do cereal, o desempenho fraco das vendas semanais norte americanas serviu como “tempero extra”, além da queda forte do trigo. Sem mais delongas, no fechamento o contrato de dezembro do milho caía 8,00 centavos.


O trigo liderou as perdas vistas nos preços dos grãos e encerrou o dia com quedas acentuadas nas bolsas dos EUA. Ultimamente o mercado tem especulado bastante com a possibilidade de a Rússia bloquear as exportações ucranianas (de novo) através do corredor do Mar Negro, mas hoje algumas declarações por parte do Ministro das Finanças do país levaram a crer que o corredor deve ser mantido.
Além disso, a valorização global do dólar e o resultado fraco das vendas semanais dos EUA também pesaram, por isso o dezembro caiu 32,50 centavos na CBOT e 30,00 em Kansas City.




