Tendências de Mercado – 15 de fevereiro 2023

A soja voltou a demonstrar fraqueza e encerrou o pregão desta quarta-feira com perdas de dois dígitos na CBOT. Como temos comentado com freqüência, apesar dos problemas enfrentados pelo RS, estado que sempre disputa o posto de segundo maior produtor de soja do Brasil, a colheita de uma safra recorde por aqui segue exercendo pressão sobre a oleaginosa. Além disso, a Índia vem exportando mais farelo na atual temporada, cobrindo parte da lacuna que deve ser deixada pela Argentina devido à quebra de safra por lá, o que hoje gerou pressão mais intensa sobre as corações do derivado.
Ao lado temos o comparativo da evolução das projeções do USDA para a safra da Argentina, onde é
possível notar que em apenas 2 dos últimos 9 anos a safra foi maior do que o previsto pela entidade em
seu relatório de fevereiro, ou seja, é bem provável que a safra do país vizinho fique de 41 mls de t para
baixo. Apesar disso, hoje o março caiu 11,75 cents.
O milho também apresentou alguma fraqueza nesta quarta-feira, e depois de operar praticamente todo o dia no vermelho, o cereal encerrou o pregão de hoje com perdas moderadas e bem próximo às mínimas. A queda mais acentuada do trigo, cereal que possui uma relação bastante próxima com o milho, a valorização global do dólar e a queda do petróleo selaram o destino do cereal hoje, por isso no fechamento o contrato de março do grão recuava 6,00 centavos.

O trigo liderou as perdas vistas nesta quarta-feira nos grãos e encerrou o dia com quedas relevantes nas bolsas dos EUA. Ao que parece o mercado não encontra motivos para estender muito sua posição comprada em trigo, pois apesar da situação cada vez mais incerta no Leste Europeu, a projeção para o abastecimento global na atual temporada sinaliza certa tranqüilidade. Além disso, estão sendo previstas chuvas para os próximos dias na região central dos EUA, o que tende a favorecer a safra de inverno. Por isso o março caiu 16,75 centavos na CBOT e 11,50 pontos em Kansas City.

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