


A soja iniciou o dia meio que sem rumo definido, mas aos poucos algumas notícias foram surgindo e ocasionaram uma inversão, levando a oleaginosa a encerrar o dia com ganhos moderados na bolsa de Chicago. Primeiramente tivemos o bom resultado das inspeções semanais de exportação dos EUA, que superaram em muito as expectativas do mercado. Depois saiu o número de esmagamento de soja no país em setembro (detalhes na parte de notícias), que também superou as expectativas e acabou dando algum suporte ao complexo, em boa parte por conta dos estoques de óleo abaixo do esperado, que fizeram o derivado subir quase 3%. Por fim, ao lado temos uma previsão de longo prazo (até 30/11), mostrando a possibilidade de chuva abaixo da média em quase todo o Centro Oeste Brasileiro, parte do Sudeste e o MATOPIBA, fator que também colaborou para compras especulativas. Por isso ao fim do dia o novembro subia 6,00 centavos.


O milho teve um pregão de poucas novidades e de preços lateralizados nesta segunda-feira. Ao contrário da soja, que teve fatores ligados à demanda que justificaram uma inversão para o território positivo, o milho e o trigo não tiveram nada que pudesse convencer os investidores a entrarem comprando, por isso ambos tiveram um desempenho mais fraco. A queda do petróleo completou o cenário, e ao fim do pregão o contrato de dezembro do milho recuava 3,25 centavos.


O trigo apresentou um pouco mais de volatilidade em relação ao milho, mas acabou tendo o mesmo destino e encerrou o pregão desta segunda-feira com perdas leves nas bolsas dos EUA. O dia foi limitado de notícias relevantes, por isso os investidores não viram motivos para atuarem de forma mais agressiva na compra ou na venda, deixando o mercado de lado. Ao fim do pregão o contrato de dezembro do cereal caía 2,50 centavos na CBOT e 0,25 pontos em Kansas City.





