


Depois de dois fechamentos negativos a soja passou por uma correção e encerrou o pregão desta sexta-feira com ganhos moderados na CBOT. Por um lado, as previsões para a safra do Brasil estão numa
crescente, com algumas passando das 155 milhões de toneladas (última do USDA foi 152 mls de t), mas
na Argentina as coisas estão demorando um pouco para se alinhar, o que eventualmente dá algum suporte aos preços. No mapa ao lado, com a previsão para 15 dias, nota-se um “buraco” onde as
precipitações devem ser limitadas no período, o que fomentou um pouco de compras especulativas. A
queda do dólar ante ao real também colaborou, pois torna os EUA um pouco mais competitivo.
Entretanto, a previsão de abastecimento global mais confortável em 2023 faz com que os investidores se
tornem vendedores sempre que a soja chega perto dos Us$ 14,50, o que limitou as altas. Ao fim do dia
o janeiro subia 11,25 centavos.


O milho mais uma vez ficou de lado e encerrou opregão desta sexta-feira com preços pouco
alterados na bolsa de Chicago. A extensão do corredor de exportação da Ucrânia e o clima incerto na
Argentina dividem as atenções dos investidores, assim como a queda do dólar ante outras moedas,
fator positivo às cotações, e a queda do petróleo (mais uma), negativo para os grãos. Diante desta
falta de rumo definido, no fechamento o contrato de dezembro do milho operava com alta leve de 0,25
centavos.


lado das mínimas. Num primeiro momento o cereal tentou esboça reação, num repique técnico depois
das quedas recentes, mas no decorrer do dia a decisão conjunta de Rússia, Ucrânia e ONU, com mediação da Turquia, de continuidade do corredor de exportação do Mar Negro voltou a pressionar as
cotações. No fechamento o dezembro caía 3,50 centavos na CBOT e 3,75 em Kansas City.




