Soja

A soja manteve o tom negativo da véspera e encerrou o pregão de hoje com perdas moderadas na CBOT. As previsões climáticas divulgadas nesta quinta continuam mostrando bons acúmulos de chuvas para a Argentina e melhores chances para o Sul do Brasil nos próximos 15 dias, o que, aliado ao cenário econômico de maior aversão ao risco, acabou pressionando as cotações dos grãos de modo geral. Algumas falas do atual governo brasileiro em relação à meta de inflação e independência do Banco Central não foram bem vistas pelos investidores, o que levou o dólar a operar com quase 2% de alta na parte da manhã. Na parte da tarde apareceram os novos mapas de previsões também para o longo prazo (ao lado), mostrando um cenário de possível normalidade climática para os EUA no período do plantio e desenvolvimento da safra norte americana, completando o dia negativo. No fechamento o grão caía 9,75 centavos no março.

Milho

O milho também apresentou fraqueza e encerrou o pregão desta quinta-feira com perdas moderadas na bolsa de Chicago. A questão climática comentada na soja, com as previsões de boas chuvas para a América do Sul e possibilidade de clima dentro da normalidade para os EUA durante o ciclo 2023, também foram determinantes para definir o destino do milho hoje, além da valorização do dólar ante algumas moedas e o humor do mercado financeiro um pouco mais avesso ao risco. Ao fim da jornada o contrato de março recuava 4,00 centavos.

Trigo

O trigo não fugiu à regra e também encerrou o pregão desta quinta-feira com preços mais fracos nas bolsas dos EUA. Como tem sido um pouco comum ultimamente, não sobra muita coisa para ser comentada por aqui além do que já foi escrito na soja e no milho, sendo que no caso do cereal, a previsão de chuva/neve para parte da região central dos EUA nos próximos dias acaba servindo como um fator extra de pressão. Diante disso, ao fim da jornada de hoje o contrato de março do trigo caía 8,00 centavos na CBOT e 9,50 em Kansas City.



