

Depois de oscilar pouco mais de 20 pontos entre mínimas e máximas e de mudar de lado várias vezes no decorrer do dia, a soja demonstrou falta de direção e encerrou a jornada desta quarta-feira com preços quase inalterados na CBOT. Durante praticamente toda a jornada a oleaginosa, assim como os demais grãos, permaneceu em território negativo, pressionada pela continuidade dos temores de enfraquecimento da demanda global por conta da recessão econômica que se avizinha. Porém, na reta
final as novas previsões climáticas que foram sendo divulgadas passaram a mostrar menores acúmulos
de chuvas para a Argentina nos próximos 15 dias (ao lado), o que acabou gerando algumas compras
especulativas. Além disso, declarações do presidente dos EUA sobre os altos preços dos combustíveis e do gás no país deram suporte ao petróleo, o que respingou sobre o óleo de soja e sobre o grão. Por
isso a soja subiu leves 0,50 centavos no novembro.


O milho se manteve em baixa durante boa parte da jornada desta quarta-feira, e depois de oscilar relativamente pouco o cereal encerrou o dia com perdas leves na bolsa de Chicago. Como comentado na soja, a fraqueza do cereal foi atribuída principalmente ao cenário de preocupação com a economia global, pois a retração econômica tende a afetar o consumo de grãos e demais commodities, mas na reta final a alta de mais de 3% no petróleo acabou trazendo o milho para perto da estabilidade. Ao fim da jornada o grão caía leves 2,75 centavos no contrato de dezembro.






