


A soja teve um pregão de pouca volatilidade nesta terça-feira, e depois de oscilar cerca de 10-11 pontos entre mínimas e máximas a oleaginosa encerrou o dia com cotações quase inalteradas na bolsa de Chicago. Ao final da tarde de ontem o USDA mostrou que tanto a colheita quanto as condições das lavouras norte americanas ficaram praticamente dentro do esperado na última semana, e ainda que
num primeiro momento a oleaginosa tenha mantido o tom baixista da véspera, aos poucos foi recuperando terreno até passar a trabalhar próxima à estabilidade, onde se manteve até o fim do dia. O
mercado demonstra apreensão com a forte onda de calor que deve atingir o Brasil nos próximos dias, até
porque o PY e parte do PR, onde o plantio já teve início, devem estar nas áreas afetadas, o que foi usado como justificativa por alguns para a soja ter descolado das mínimas do dia. Ao fim do pregão o contrato de novembro caía leves 1,25 centavos.



O milho devolveu as perdas da sessão anterior e encerrou o pregão desta terça-feira com ganhos moderados na bolsa de Chicago. O cereal também apresentou comportamento um pouco tímido hoje, com os investidores divididos entre as notícias de rendimentos bastante variados nos EUA, a volatilidade de petróleo, o comportamento do dólar perante outras divisas, onda de calor no Brasil (que pode afetar a safra de verão), entre outros fatores. De qualquer modo, ao fim do pregão prevalecia a vontade dos altistas, por isso o dezembro subiu 4,75 centavos.



O trigo manteve o tom negativo da véspera e voltou a fechar com cotações mais fracas nas bolsas dos EUA nesta terça-feira. Além da previsão de chuvas para a região central do país, a retomada, ainda que lenta, dos embarques ucranianos (apesar do bloqueio russo no Mar Negro) também acaba exercendo alguma pressão psicológica sobre as cotações, apesar da preocupação do mercado com o clima quente e seco na Austrália e na Argentina. Diante disso, ao fim do pregão o contrato de dezembro do grão caía 7,25 centavos na CBOT e 4,00 em Kansas City.




