

A soja iniciou a semana da mesma forma como encerrou a anterior, ou seja, firme, e trabalhou em território positivo durante toda a jornada desta segunda-feira. Num primeiro momento o mercado esteve mais disposto às compras especulativas, refletindo a continuidade das previsões de clima quente e seco para os EUA no decorrer desta semana, mas aos poucos o mercado foi perdendo um pouco do entusiasmo, por isso a oleaginosa encerrou descolada das máximas. O resultado fraco das inspeções de exportação dos EUA e algumas preocupações com a economia chinesa aos poucos foram tirando o apetite comprador dos investidores. Além disso, nesta semana está ocorrendo o famoso Crop Tour da Pro Farmer pelo Meio Oeste, e os resultados preliminares estão mostrando contagens de vagens superiores ao visto ano passado, o que também serviu para retirar um pouco do ímpeto altista. O grão subiu 8,50 centavos no novembro.


O milho acabou tendo desempenho mais parecido com o do trigo e também encerrou o pregão desta segunda-feira com perdas razoáveis na bolsa de Chicago. A Ucrânia estaria perto de alcançar um acordo com algumas das maiores seguradoras de cargas marítimas do mundo, o que garantiria o retorno dos embarques de grãos do país pelo Mar Negro, e tal possibilidade afetou negativamente as cotações dos dois cereais. Diante disso, ao fim do pregão o contrato de setembro do milho recuava 10,25 centavos.


O trigo também foi pressionado pelas notícias vindas da região do Mar Negro e encerrou o pregão desta segunda-feira com perdas razoáveis nas bolsas dos EUA. A possível retomada dos embarques de trigo e milho por parte da Ucrânia, caso o país consiga realmente firmar um acordo com grandes seguradoras de cargas marítimas, exerceu pressão vendedora sobre os cereais. Além disso, o tempo firme nos EUA, que pode prejudicar a soja e o milho, contribui para o avanço da colheita do trigo de primavera, o que também pressiona. O setembro caiu 14,00 centavos na CBOT.




