
Soja

A soja passou por uma correção e encerrou o
pregão desta terça-feira com quedas relevantes na bolsa de Chicago. Um dos destaques negativos d dia foi o óleo, que acabou sendo pressionado pelo óleo de palma, em consequência da possível reabertura das exportações ucranianas pelo Mar Negro caso o acordo com grandes seguradoras internacionais seja firmado. A Ucrânia era até antes da guerra o maior exportador mundial de óleo de girassol, um dos substitutos do óleo de soja e de palma, por isso esta possível retomada das exportações pelo Mar Negro afetou os produtos correlatos. Além disso, as notícias vindas do Crop Tour continuam mostrando contagens de vagens acima do verificado ano passado no Norte e Oeste do Corn Belt, o que, aliado à previsão de algumas chuvas nos próximos 7 dias, deu o motivo que os
investidores precisavam para realizar lucros depois de 4 altas seguidas. O novembro caiu 15,75 cents.
Milho

O milho também esteve mais fraco nesta terça-feira, mas a pressão sobre as cotações do cereal acabou sendo um pouco amenizada pela alta leve do trigo, que compensou a queda relevante da soja. A leve piora de 1% nas condições das lavouras norte americanas, apontada ontem pelo USDA, já era esperada, por isso praticamente não refletiu sobre as cotações, ao passo que os analistas e investidores continuam de olho nas notícias sobre o Crop Tour, que no geral tem mostrado potencial produtivo bem melhor do que no ano passado. Ao fim do pregão o setembro caía 2,75 centavos.
Trigo

O trigo apresentou certa falta de direção e encerrou o pregão desta terça-feira com cotações mistas nas bolsas dos EUA. O cereal esteve volátil e inverteu de lado algumas vezes, mas no fim das contas a falta de direção prevaleceu, tanto que o trigo subiu levemente em Chicago e caiu levemente em Kansas City. O mercado aguarda o desenrolar da possível retomada das exportações ucranianas, e enquanto isso, no fechamento de hoje o contrato de setembro subia 2,50 centavos na CBOT e caía 1,00 ponto em Kansas.




