

A soja voltou a demonstrar fraqueza e encerrou o pregão desta quarta-feira com perdas acentuadas na CBOT. Conversando com alguns clientes durante o dia comentei que não lembro, nestes quase 20 anos em que acompanho o mercado de grãos, de ter visto num ano de quebra grande de safra (a da Argentina) CBOT e prêmios recuando ao mesmo tempo como ocorre este ano. Safra brasileira recorde, temores econômicos depois da quebra de alguns bancos norte americanos, possibilidade cada vez maior de recessão global ainda por reflexos da pandemia e guerra entre Rússia e Ucrânia, demanda chinesa apenas recuperando os níveis de 3 anos atrás, entre outros, são apontadas como principais causas da fraqueza recente. Chuvas na Argentina, que podem ajudar a “soja de segunda”, também pesam, e hoje óleo liderou as quedas, pressionado pelo recuo do óleo de palma na Malásia, por isso a soja caiu 18,50 centavos no contrato de maio.




O trigo voltou a ser o destaque negativo do dia e encerrou o pregão desta quarta-feira com perdas relevantes nas bolsas dos EUA. Com o fechamento de hoje o cereal caiu ao menor patamar de preço desde jul/21, à medida que a queda dos preços de exportação da Rússia acaba pressionando os preços nos demais exportadores globais. A questão da guerra entre o país e a Ucrânia agora gera pressão sobre as cotações do cereal, pois a Rússia se obrigou a baixar seus preços por conta dos embargos. Ao fim do pregão o contrato de maio caía 19,75 cents na CBOT e 9,00 em Kansas City.




