


A soja apresentou alguma volatilidade nesta terça-feira, e apesar de o spread entre mínimas e máximas não ter sido tão grande, o fato de o mercado oscilar entre altas e baixas várias vezes no decorrer da jornada caracteriza esta volatilidade. O aumento preocupante dos casos de Covid na China continua gerando temor de um possível (novo) endurecimento nas medidas restritivas no país, reacendendo o fantasma de demora na recuperação da economia global, redução na demanda e blá-bláblá. A decisão do Ministério de Minas e Energia do Brasil de abrir espaço para elevar a mistura de biodiesel de 10% para 15% a partir de 01/abril do próximo ano chegou a dar algum suporte aos preços, pois, em teoria, abriria espaço para que os EUA abocanhassem parte da demanda externa que pertence ao Brasil, mas tal movimento não durou muito e logo o grão voltou ao negativo. No fim do dia o janeiro caía 6,50 centavos.


O milho teve um dia menos volátil, mas igualmente negativo, e encerrou o pregão desta terçafeira com quedas leves na bolsa de Chicago. Ao que tudo indica, e pelos comentários dos analistas internacionais que vi no decorrer do dia, a questão do corredor de exportação da Ucrânia continua influenciando, assim como a firmeza do dólar ante o real e a expectativa de alguma possível medida restritiva mais severa na China depois do aumento recente no número de casos de Covid. No fechamento o contrato de dezembro do cereal caía 2,75 centavos.


O trigo voltou a demonstrar fraqueza e encerrou o pregão desta terça-feira com perdas moderadas nas bolsas dos EUA. Como temos comentado, o acordo para continuidade do corredor de exportação do Mar Negro continua exercendo pressão vendedora sobre o cereal, assim como a previsão de algumas chuvas para parte da região central dos EUA nos próximos dias, que favoreceria as lavouras de inverno do país. A firmeza do dólar ante outras moedas completou o cenário, por isso o dezembro caiu 7,75 centavos na CBOT e 8,75 em Kansas City.




