Soja

Em um dia marcado por uma intensa aversão ao risco, as commodities de modo geral foram vítimas do chamado “sell-off” e encerraram o pregão desta sexta-feira com perdas relevantes nas bolsas dos EUA. No caso particular da soja, o mercado de energia sofreu um forte revés, com o petróleo caindo mais de 5,5%, o que também acabou influenciando a oleaginosa. Talvez a inexperiência dos países desenvolvidos em lidar com cenários inflacionários os levou a “dormir no ponto” e retardarem demais o início do ciclo de aumentos nos juros. Agora, é como o cabra que está morrendo envenenado tomasse mais alguns goles de veneno, pois a economia da Europa e dos EUA já está enfraquecida e ainda serão necessários novos aumentos nos juros. Isto gera a certeza de recessão econômica global, o que leva ao enfraquecimento da demanda e vendas de ativos de consumo. No fechamento a soja caía 31,50 centavos no novembro.


Milho
O milho foi o produto, dentre os três aqui citados, que menos sofreu os efeitos do sell-off que marcou a jornada desta sexta-feira, encerrando o dia com perdas moderadas na bolsa de Chicago.
Os relatos de rendimentos um pouco decepcionantes nos EUA e na França evitaram um desastre como o que ocorreu na soja e principalmente no trigo, assim como o clima na Argentina que segue fazendo os produtores falarem em desistirem de cultivar o cereal neste ano. Diante disso, no fechamento o contrato de dezembro do milho caía “apenas” 11,50 centavos.

Trigo

O trigo foi o destaque negativo do dia e encerrou o pregão desta sexta-feira com pesadas perdas nas bolsas dos EUA. O mercado financeiro esteve bastante avesso ao risco, com o mundo se preparando para uma recessão global que deve afetar o consumo de grãos e produtos energéticos por sabe-se lá quanto tempo. E a valorização do dólar por si só também acaba atuando como fator de pressão, pois torna o trigo norte americanos menos competitivo no mercado internacional. No fechamento o contrato de dezembro caía 30,25 centavos na CBOT e 29,00 em Kansas City.



