

Soja
A soja manteve o tom positivo da véspera e voltou a fechar com cotações mais firmes na bolsa de Chicago nesta quinta-feira. As previsões d manhã até mostravam algum acúmulo, ainda que pouco expressivo, de chuvas para o Oeste, Sul e Leste do Corn Belt, mas a região central, principalmente Iowa e Illinois, praticamente não deve receber chuvas no curto prazo. Para piorar, as temperaturas passaram dos 40ºC nesta semana, justamente num período em que boa parte das lavouras ainda precisa de umidade para finalizar o enchimento de grãos. Por conta disso, na dúvida os investidores resolveram comprar contratos especulando com possíveis (talvez até prováveis) novas reduções no potencial produtivo destes
estados que geralmente lideram a produção de soja e milho dos EUA. Diante disso, ao final do pregão o
contrato de novembro da oleaginosa subia 11,25 centavos.

Milho
O milho acabou passando por uma correção depois dos bons ganhos da véspera e encerrou o pregão desta quinta-feira com perdas leves na bolsa de Chicago. No caso do cereal, pelo fato de o plantio ocorrer antes, as lavouras já estão em fase final de desenvolvimento, iniciando a maturação, por isso a onda de calor que atinge o Meio Oeste dos EUA e a previsão de poucas chuvas para Iowa e Illinois não afeta tanto o cereal. Além disso, a falta de definição sobre uma possível retomada dos embarques ucranianos também contribuiu para as vendas, por isso o setembro caiu 4,00 centavos.

Trigo
O trigo também passou por uma correção e encerrou o pregão desta quinta-feira com perdas de leves a moderadas nas bolsas dos EUA. Como comentado no milho, o mercado aguardar com certa ansiedade novidades sobre a possível retomada dos embarques de grãos da Ucrânia caso haja um acordo com grandes seguradoras globais, mas até agora nada de concreto foi anunciado, por isso os investidores resolveram liquidar contratos em milho e trigo para comprar um pouco em soja. Ao fim do pregão o setembro caía 8,50 centavos na CBOT e 2,00 pontos em Kansas City.




