


Depois de iniciar o dia em alta e de chegar a operar com ganhos de dois dígitos, a soja inverteu para o território negativo e estendeu as perdas para encerrar o primeiro pregão da semana com quedas
relevantes na bolsa de Chicago. Confesso que durante boa parte do dia procurei notícias para justificar a inversão, e as únicas mais plausíveis foram o número fraco das inspeções semanais de exportação dos EUA, a queda forte do trigo (que recuou mais de 2%) e a previsão de bom andamento na semeadura da oleaginosa nos EUA nos próximos dias. O fato de os primeiros cargos de soja brasileira estarem programados para zarpar rumo aos EUA nos próximos dias também pesa, ainda mais que até agora ninguém sabe ao certo quanto foi negociado entre os dois países e dependendo do volume os estoques norte americanos podem ficar bem menos apertados do que se imaginava. Diante disso, ao fim do pregão o maio caía 18,25 centavos.


O milho foi influenciado mais de perto pelas quedas relevantes do trigo e encerrou o pregão desta segunda-feira com perdas moderadas na bolsa de Chicago. Além da má influência do cereal vizinho, a previsão de boas chuvas na região central dos EUA nos próximos dias, onde estão situados alguns importantes produtores de milho (principalmente Nebraska e Kansas) e a expectativa de bom avanço do plantio no decorrer desta semana no Leste do Corn Belt também favoreceram as vendas especulativas. Por isso o cereal caiu 12,00 centavos no maio.


O trigo liderou as perdas vistas nos preços dos grãos e encerrou o pregão desta segunda-feira com quedas relevantes nas bolsas dos EUA. Ainda que o clima no país não esteja totalmente favorável ao cereal, a previsão de boas chuvas para os próximos dias abrangendo os três maiores produtores de trigo de inverno (Kansas, Texas e Oklahoma acabou gerando algumas vendas especulativas. Por isso ao fim da jornada de hoje o contrato de maio recuava 18,25 centavos na CBOT e 7,75 em Kansas City.



