

Na volta do feriado norte americano, a soja demonstrou alguma volatilidade e encerrou o pregão desta sexta-feira com preços pouco alterados na CBOT. Na América do Sul as coisas estão mistas, pois no Brasil o clima tem sido favorável para grande parte da área de soja (exceto no RS onde falta um pouco de chuva) enquanto que na Argentina as chuvas recentes mal apagaram o pó. Mas o principal fator de influência neste momento volta a ser a pandemia da Covid, pois a China tem registrado números recordes de infecções nos últimos dias, e com isso retorna aquele temor de demora na recuperação econômica global, redução na demanda por soja e etc. Acredito que se o clima na Argentina estivesse normal estaríamos vendo a CBOT operando bem abaixo dos Us$ 14,00, pois demanda enfraquecida justo num ano em que se espera uma safra enorme no Brasil certamente derrubaria os preços. Hoje o janeiro subiu leves 0,25 centavos.


O milho também teve um dia de volatilidade, mas ao contrário da soja, o cereal conseguiu manter-se próximo às máximas até o fechamento e encerrou o pregão desta sexta-feira com ganhos moderados na bolsa de Chicago. O clima na Argentina segue preocupando os investidores, pois cada semana que passa sem que ocorram chuvas contundentes por lá aumenta a desistência dos produtores que acabam optando por migrar para a soja. O bom resultado das vendas semanais norte americanas também colaborou, por isso no fechamento o dezembro subia 4,75 centavos.


O trigo acabou sendo o destaque negativo do dia e encerrou o pregão desta sexta-feira com perdas relevantes nas bolsas dos EUA. A questão dos crescentes casos de Covid na China impacta negativamente o cereal, pois, ao contrário da soja e do milho que estão recebendo algum suporte do clima adverso na Argentina, a safra global do cereal parece ser suficiente para atender a demanda nesta próxima temporada, ainda mais que o consumo tende a ser prejudicado pela recessão econômica. No fechamento o contrato de dezembro caía 18,00 centavos na CBOT e 8,25 na KCBT.




