
Soja
A soja foi suportada pelos bons ganhos do farelo e encerrou a jornada desta terça-feira com
altas de dois dígitos na bolsa de Chicago. A oleaginosa demonstrou alguma volatilidade e oscilou
cerca de 20 centavos entre as mínimas e as máximas, com os investidores mais dispostos às compras de posições diante da alta relevante do farelo e de alguma mudança na previsão climática para os próximos 15 dias. O mapa divulgado hoje mostrou um “buraco” de quase nenhuma chuva em parte da Argentina (círculo vermelho), o que pode agravar a já crítica situação hídrica da região que abrange parte das províncias de Santa Fé, Córdoba e Buenos Aires, as três maiores produtoras de grãos do país vizinho. Além disso, a alta de quase 2% no contrato SPOT do farelo também acabou ajudando a soja, além de um repique técnico depois das quedas de ontem. Diante disso, no fechamento o contrato de novembro do grão subia 10,00 centavos.

Milho
O milho também apresentou alguma volatilidade nesta terça-feira, e depois de alternar entre altas e baixas encerrou o dia com ganhos leves na CBOT. Se fossemos analisar friamente, a maioria dos fatores indicaria baixa para o cereal, pois muito se comenta que as exportações dos EUA devem ser comprometidas pelos problemas de navegabilidade do Rio Mississipi e a colheita no país está
avançando além da média histórica. Porém, o dólar mais fraco ante algumas moedas e as previsões
climáticas para a Argentina deram suporte, por isso o grão subiu 4,75 centavos no dezembro.

Trigo
O trigo destoou dos demais grãos aqui citados e encerrou o pregão desta terça-feira com perdas leves nas bolsas dos EUA. Enquanto para soja e milho as previsões de poucas chuvas na Argentina deram suporte aos preços, para o cereal os mapas que passaram a mostrar melhores chances de precipitações para a região das Grandes Planícies norte americanas geraram vendas especulativas, pois estas serão muito bem vindas pelas lavouras de inverno que necessitam de umidade. Por isso no fechamento o contrato de dezembro caía 4,00 centavos na CBOT e 3,50 em Kansas City.




