


A soja teve mais um pregão de volatilidade nesta sexta-feira, e depois de certa falta de direção
pela manhã a oleaginosa firmou-se em território negativo na parte da tarde, estendendo as perdas à
medida que as notícias de chuvas na Argentina iam aparecendo. Vale dizer que as chuvas registradas
entre ontem e hoje pela manhã no país vizinho não eram tão esperadas assim, por isso o mercado
chegou a trabalhar em alta e depois perdeu terreno. Interessante acompanhar a quantidade de “twites”
de produtores hoje mostrando fotos de seus pluviômetros, dando graças a Deus pelas chuvas de
30-50-70mm em várias localidades de Buenos Aires, Santa Fé e Córdoba principalmente, as quais
somadas representam cerca de 70% da área de soja e milho do país vizinho. O tempo mais firme que tem
permitido que a colheita avance, ainda que lentamente, no Brasil também pressionou, por isso ao fim do dia o grão caía 14,00 centavos no março.


milho é mais sensível que a soja à falta de umidade, por isso as chuvas recentes ocorridas na Argentina
podem não surtir tanto efeito positivo sobre as lavouras do cereal como deve ocorrer com a oleaginosa,
que reage melhor. Este fator, somado à melhora na demanda por milho norte americano, acaba servindo como fator de limitação das quedas, por isso hoje o grão subiu leves 0,50 centavos no março.


O trigo operou meio que sem direção definida nesta sexta-feira, e depois de alternar altas e baixas, o cereal encerrou o dia com preços mistos nas bolsas norte americanas. Como se diria em inglês, “not a big deal today”, ou alguma coisa como “nada de importante hoje”, ou seja, sem motivos para que os investidores tomassem algum posicionamento diferente o movimento das cotações ficou à mercê da intenção corretiva dos investidores. Por isso ao fim do dia o março caía 2,50 centavos na CBOT e subia 4,50 em Kansas City.




