


A soja foi influenciada tanto por fatores próprios quanto externos e encerrou o pregão desta sexta-feira com perdas relevantes na CBOT. Desde a parte da manhã o mercado parecia novamente estar sem muito rumo, à exemplo do que vem ocorrendo nos últimos dias, mas o pessimismo dos investidores em relação ao comportamento da economia global mantinha um certo viés de baixa para as commodities de modo geral. Ao lado consta gráfico com a possibilidade de recessão, conforme previsões de analistas, para os EUA em 2024, a qual está no maior nível desde o início dos anos 80 quando houve o chamado “segundo choque do petróleo”, que afundou a economia global em recessão. Depois, as 13h, tivemos a divulgação dos estoques trimestrais dos EUA no dia 01 de setembro, os quais vieram acima do esperado para a soja, selando o destino da oleaginosa hoje. Ao fim do pregão o novembro despencava 25,50 centavos.


Ainda que os estoques trimestrais norte americanos de milho tenham vindo um pouco abaixo do
que era esperado pelo mercado, a má influência gerada pelas perdas relevantes dos mercados vizinhos acabou selando o destino do cereal no pregão desta sexta-feira na bolsa de Chicago. Principalmente o
trigo, que caiu entre 5% e 6% nos vencimentos mais próximos. Diante disso, ao fim do pregão de hoje
o contrato de dezembro do milho recuava 11,75 centavos.


O trigo foi o destaque negativo do dia e encerrou o pregão desta sexta-feira com perdas acentuadas nas bolsas dos EUA. O USDA apontou hoje que tanto a produção quanto os estoques norte americanos vieram acima do esperado pelo mercado, o que gerou uma avalanche de vendas especulativas por parte dos investidores. Sem mais a ser acrescentado, ao fim do pregão de hoje o contrato de dezembro do cereal despencava 37,25 centavos na CBOT e 21,25 pontos em Kansas City.




