Tendências do Mercado – 14 de novembro de 2022

A soja devolveu parte dos bons ganhos da véspera e encerrou o pregão desta segunda-feira com perdas moderadas na bolsa de Chicago, com o mercado financeiro um pouco mais avesso ao risco hoje que gerou alguma pressão sobre as cotações da soja, do milho e do petróleo. A matriz energética recuou cerca de 3,5%, levando o óleo de soja e o grão para baixo “em simpatia”. Além disso, no fim de semana ocorreram boas chuvas em grande parte das áreas produtoras da Argentina, com precipitações variando entre 10 e 100mm, o que também acabou servindo como motivo para que os investidores entrassem vendendo um pouco de posições. As inspeções semanais de exportação dos EUA, ainda que tenham vindo próximas a 2,0 mls de t, ficaram abaixo das expectativas, como reflexo dos problemas de navegabilidade no Rio Mississipi, o que também gerou alguma pressão. Por isso no fechamento o contrato de janeiro do grão caía 9,50 centavos.

O milho também apresentou alguma fraqueza neste início de semana, e depois de variar relativamente pouco no decorrer do dia o cereal encerrou o pregão desta segunda-feira com perdas leves na bolsa de Chicago. As chuvas ocorridas na Argentina no fim de semana e a queda de 3,5% do petróleo selaram o destino do cereal, por isso no fechamento o contrato de dezembro recuava 0,75 centavos.

O trigo destoou dos demais grãos aqui citados e encerrou o pregão desta segunda-feira com ganhos de leves a moderados nas bolsas dos EUA, com Kansas City liderando o movimento altista. O prazo para a renovação (ou não) do corredor de exportação do Mar Negro se aproxima, e a recente falta de novidades gera dúvidas se a Rússia aceitará continuar com o acordo. Analistas acreditam que os recentes revezes no campo de batalha podem levar a Rússia a tentar prejudicar a Ucrânia de outra forma, no caso não aceitando o acordo. O dezembro subiu 4,75 cents na CBOT e 12,75 na KCBT.
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